Aberturas de xadrez
O que cada abertura busca, quais variantes importam e os planos que vêm depois; aí jogue você mesmo as linhas num tabuleiro de análise grátis.
Defesa Siciliana
A resposta mais analisada a 1.e4 e a mais popular entre mestres. As pretas recusam a luta simétrica e jogam para ganhar desde o primeiro lance.
Defesa Francesa
Uma resposta sólida e estrategicamente rica a 1.e4, construída em torno de uma única ruptura de peão: ...c5 contra o centro branco.
Defesa Caro-Kann
A resposta sólida a 1.e4 que deixa livre o bispo de casas brancas: a Francesa sem o bispo ruim.
Abertura Espanhola
A mais antiga e profunda das aberturas abertas. Quase todo campeão mundial jogou a Espanhola com as duas cores.
Abertura Italiana
O jeito clássico de abrir uma partida: desenvolver, mirar em f7, rocar. A melhor primeira abertura para a maioria dos jogadores.
Gambito da Dama
O jeito mais respeitado de abrir com 1.d4, e a abertura que dá nome a tudo, da Eslava à Semi-Eslava.
Defesa Eslava
O Gambito da Dama Recusado sem o bispo ruim, e uma das defesas mais sólidas do xadrez.
Defesa Índia do Rei
Deixe o centro para as brancas e depois exploda-o. O jeito mais intransigente de enfrentar 1.d4.
Defesa Nimzo-Índia
A defesa mais respeitada contra 1.d4: as pretas cravam o cavalo, lutam por e4 e deixam as brancas com peões dobrados para discutir por quarenta lances.
Abertura Inglesa
Uma abertura de flanco que luta por d5 pelo lado, e que transpõe para metade das aberturas do xadrez.
Sistema Londres
Um esquema contra quase tudo. A abertura mais popular no nível de clube, e a que mais gera reclamação.
Defesa Escandinava
Desafie o centro no primeiro lance. Pouca teoria, planos claros e uma estrutura que você tem em toda partida.
Como escolher uma abertura
Escolha pelo tipo de posição que você quer jogar, não pelo que pontua melhor num banco de dados. Quem gosta de manobrar devagar vai tirar mais da Caro-Kann ou do Gambito da Dama do que de uma Siciliana Najdorf, por melhor que a Najdorf funcione para quem a estuda.
Depois aprenda uma abertura direito em vez de cinco mal. Entender os planos de um único sistema vale mais que doze lances de teoria decorada em seis sistemas, porque a decoreba acaba assim que o adversário desvia, e abaixo do nível de mestre ele sempre desvia.
O jeito mais rápido de aprender uma abertura é jogá-la, perder com ela e analisar por quê. Importe suas partidas, ache o lance em que a posição virou e volte ao guia com uma pergunta específica, em vez de lê-lo de ponta a ponta.
Estude uma abertura no tabuleiro
Cada guia aqui te dá a ordem de lances e as ideias. O tabuleiro de análise te dá o resto: jogue os lances, e o explorador de aberturas mostra com que frequência cada continuação é jogada a partir daquela posição exata e como pontua, filtrado pela faixa de rating em que você realmente joga, não por partidas de grandes mestres.
Quando um lance te surpreender, deixe o Stockfish mostrar a refutação. Normalmente é nesse momento que a abertura começa a fazer sentido.
Perguntas frequentes
Qual é a melhor abertura de xadrez para iniciantes?
De brancas, a Abertura Italiana: cada lance segue um princípio que você consegue dizer em voz alta. De pretas, 1...e5 contra 1.e4 e o Gambito da Dama Recusado contra 1.d4. As três ensinam os princípios do jogo aberto com pouquíssima decoreba.
Quantas aberturas devo aprender?
Uma de brancas e, de pretas, uma contra 1.e4 e outra contra 1.d4. Três sistemas bastam para cobrir quase toda partida que você vai jogar, e aprendê-los a fundo vale mais do que provar uma dúzia.
De quanta teoria de aberturas eu preciso?
Abaixo de uns 1800, de muito pouca. Conhecer os seis a oito primeiros lances e o plano que vem depois é suficiente; nesse nível as partidas são decididas pela tática e por erros de meio-jogo, não pela preparação de abertura.